por Teofilo Tostes
Viagem. Espera.

Talvez nesta manhã tenhamos sabido muito mais sobre Bogotá do que no dia anterior. E a impressão que ficou, agora que estamos à caminho do destino de nossa viagem, é bem variada.
Sobre a cidade em si, parece uma cidade em luta constante contra o caos – o caos inominado que teima em irromper em vários detalhes quotidianos, como a disputa entre pedestres e carros nas ruas, ou as obras presentes em quase todas as vias da cidade.
Sobre a população, fica a impressão de serem, em geral, muito solícitos e corteses. Um “contratempo” nos obrigou a contar com a ajuda e pedir informações a pessoas fora do serviço do hotel. No hotel, por mais gentis que fossem todos, não se sabe até que ponto toda essa gentileza seja “protocolar”, ou própria do ofício. Mas hoje pela manhã, por conta de algum ruído na comunicação entre nossas línguas – próximas, porém distintas – o motorista do hotel deixou-nos num outro aeroporto distinto do “El Dorado”, exclusivo – acho – da ponte aérea da Avianca. Com isso, tivemos que contar com informações, primeiro de um policial, que nos indicou um local em que poderíamos tomar um ônibus – gratuito – até o outro terminal. Depois, das próprias pessoas no ônibus, que nos indicaram o ponto em que deveríamos descer, além de nos auxiliarem a embarcar e desembarcar com nossas malas.
Nossas pequenas aventuras não terminaram ali. Chegando no aeroporto, descobrimos que nossa bagagem estava com excesso de peso. Com isso, tivemos que descobrir formas de retirar quase dois quilos de cada mala, transferindo esse peso para nossa – pouca – bagagem de mão. Tudo isso no meio do check-in.
Por fim, numa última pequena adversidade, a Fabi perdeu todos os seus isqueiros. E eu fui indagado por conta de suas bijuterias que vão comigo, em minha mochila. (aqui, a mulher toma partido do relato, para dizer que dias antes de embarcarmos, sonhei que a minha mala havia extraviado. de tudo o que havia dentro, o que fiquei realmente perturbada por perder foram as minhas bijuterias. assim que, acordada do susto, resolvi que anéis, pulseiras, colares e brincos não seriam despachados, não se separariam da gente, mesmo que causasse… bem, esses constrangimentos).

Tudo isso faz com que seja grande o desejo de chegar logo à Cartagena, para que possamos ficar mais de uma semana sem nos preocuparmos com novas partidas. Novas impressões e outros relatos, já escritos sob a tranquilidade de uma maior permanência, serão, em breve, aqui grafados. Por agora, preparo-me para mais uma vez me colocar em trânsito!
